quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Brasil é o penúltimo país em pesquisa sobre valorização de professor


Portal UOL, em São Paulo.

          Uma pesquisa divulgada no dia 03 de outubro de 2013 mostra que, entre 21 países, o Brasil fica em penúltimo lugar em relação ao respeito e à valorização dos seus professores. Para montar o Índice Global de Status de Professores, da Varkey GEMS, os estudiosos entrevistaram mil pessoas em cada um dos países.
          De acordo com o estudo, os professores têm o melhor status na China e o pior, em Israel. Em cada país, os pesquisadores analisaram se a profissão é muito procurada, qual é o status social dos professores e se os entrevistados acreditam que os alunos respeitam os docentes. Os dados foram reunidos em um índice e, em seguida, classificados.
          Os países pesquisados foram: Brasil, China, República Tcheca, Egito, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Israel, Itália, Japão, Países Baixos, Nova Zelândia, Portugal, Turquia, Cingapura, Coreia do Sul, Espanha, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos.
          Os entrevistados responderam a perguntas sobre como o ensino se compara a outras profissões, se consideravam a remuneração dos professores justa, se encorajariam os seus filhos a se tornarem professores e o quanto achavam que os alunos respeitam os professores.
          Eles também foram questionados sobre atitudes em relação a professores de ensino fundamental, professores de ensino médio e diretores de escola, assim como a atitudes em relação ao sistema de ensino.
          Os estudiosos também questionaram sobre a remuneração e as condições de trabalho dos professores. Em 95% dos países, os pesquisados apoiam um salário maior para os professores em relação ao que ganham atualmente.
          A pesquisa mostra que, entre os entrevistados, os brasileiros foram os que mais disseram que os professores tiveram influência em suas vidas.
          Os brasileiros também disseram que apoiam salários mais altos para os professores e 88% acham que eles deveriam ser remunerados de acordo com o desempenho de seus alunos.
          A desvalorização desses profissionais fica clara quando os entrevistados são perguntados se gostariam que seus filhos fossem professores: apenas 20% responderam que sim. Por outro lado, 45% dos pesquisadores disseram que não encorajariam seus filhos a se tornarem docentes.
          Na China, que ficou em primeiro lugar no ranking, 50% dos pais encorajariam os seus filhos a serem professores, enquanto apenas 8% fariam o mesmo em Israel, último colocado entre os 21 países. Em geral, os países que mais respeitam os professores são aqueles que mais encorajam os seus filhos a terem essa profissão.
  
CONFIRA O RANKING
Posição
País
1
China
2
Grécia
3
Turquia
4
Coreia do Sul
5
Nova Zelândia
6
Egito
7
Cingapura
8
Holanda
9
Estados Unidos
10
Reino Unido
11
França
12
Espanha
13
Finlândia
14
Portugal
15
Suíça
16
Alemanha
17
Japão
18
Itália
19
República Tcheca
20
Brasil
21
Israel



domingo, 29 de setembro de 2013

III Ciclo de Seminários dos Pibidianos da Química – UVA

                             


                           11 de Outubro de 2013 (Sexta-feira)

1) Música em Aulas de Química: Uma Proposta para a Avaliação e a Problematização de Conceitos

Ana Célia Abreu Tomé (Pibidiana do 9º Período)

Horário: 18:30 às 19:00

2) Alfabetização científica: uma possibilidade para a inclusão social

Jéssica Freitas Carvalho (Pibidiana do 7º Período)

Horário: 19:00 às 19:30

Local: Sala 27 (Campus da CIDAO)

  Apoio

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Ensino através da pesquisa


Metodologia criada por norte-americana ajuda alunos de graduação e ensino médio a aprender como é o trabalho do cientista. Proposta foi premiada pela revista científica ‘Science’.

Por: Célio Yano (Especial para Ciência Hoje On-line/ PR


Estudante de graduação (à direita) trabalha com alunas de ensino médio em laboratório da Universidade da Flórida Central, nos Estados Unidos. Objetivo é comparar o resultado da análise de diferentes amostras de água. (foto: Erin Saitta)


         Há seis anos, quando a professora Erin Saitta era estudante de pós-graduação em química, foi convidada a participar de um programa da Fundação Nacional da Ciência dos Estados Unidos no qual estudantes da educação infantil até o ensino médio conduziriam pesquisas reais em laboratórios. O propósito era fazer os alunos aprenderem na prática como a ciência é feita, em vez de tomarem conhecimento apenas por meio de livros e apostilas.

         Saitta aceitou a proposta e começou a trabalhar junto com professores de escolas públicas como orientadora dos estudantes em atividades de laboratório. Gostou tanto da ideia que, dois anos mais tarde, desenvolveu o projeto ‘Uma investigação sobre a água que nos cerca’, que acaba de ser reconhecido pela revista Science em uma premiação que destaca iniciativas inovadoras no ensino baseado na condução de pesquisas.

         O projeto permite que alunos de graduação e de nível médio façam análises da qualidade da água de suas próprias comunidades. A proposta é que pensem nos procedimentos que adotarão para chegar ao resultado, com orientação apenas em caso de necessidade.

         “Comecei aplicando a metodologia nas minhas aulas no curso de graduação em química na Universidade da Flórida Central [UCF] na primavera de 2010”, conta Saitta em entrevista à CH On-line. “No outono de 2010, o departamento de química da universidade me pediu que ensinasse o método para outros professores; assim, metade das aulas passou a se basear em pesquisas em laboratório.”

         No segundo semestre de 2012, todos os estudantes do curso já estavam envolvidos com experimentos orientados por pesquisadores. “Isso corresponde a algo em torno de 500 alunos por semestre em aulas com 24 estudantes por turma”, explica a professora, hoje diretora-assistente do Centro de Ensino e Aprendizagem da UCF.
 
 Engajamento social e divulgação científica

         O modelo de ensino criado por Saitta não se resume a ensinar os alunos a avaliar a qualidade de amostras de água. Há outros dois aspectos importantes: o engajamento social e a divulgação científica. Isso porque os estudantes de graduação da UCF repassam o que aprendem para alunos de ensino médio – até agora três escolas públicas foram beneficiadas.

Estudante de graduação (à direita) com aluna de ensino médio. Além de desenvolver pesquisa, eles aprendem a utilizar seu conhecimento em prol da sociedade. (foto: Erin Saitta)


         “Essa geração de graduandos tende a ter um ímpeto maior de contribuir com a sociedade”, diz Saitta. Além disso, por ter de falar sobre experimentos especializados para um público leigo, os estudantes de graduação aprendem que há linguagens diferentes para cada tipo de audiência.

         Embora ainda não se tenha um levantamento sobre os efeitos do método entre os alunos de ensino médio, a pesquisadora afirma haver evidências claras de que o impacto foi positivo. “Muitos deles nunca haviam entrado em um campus universitário antes e nenhum conhecia um laboratório de química por dentro.” Assim, ela acredita que, ao pensar na carreira que seguirão, os adolescentes já terão refletido sobre a experiência com ciência, saberão a relevância de se fazer pesquisa e estarão familiarizados com o método científico.

         A metodologia desenvolvida por Saitta está descrita detalhadamente em um ensaio publicado recentemente na Science. “Não é apenas uma discussão teórica sobre o método, mas principalmente um guia prático para sua implantação.” Ela sugere que professores interessados em adotar o ensino baseado em pesquisa obtenham mais informações em sites como o do Campus Compact e do Pogil.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Graduação em química, física, matemática e ciências biológicas tem queda em 2012



          Física, matemática e ciências biológicas tiveram queda no número de matrículas na graduação de 2011 para 2012, segundo dados do Censo da Educação Superior 2012. Química, matemática e ciências biológicas tiveram queda no número de concluintes. As quatro áreas são alvo do Programa Quero Ser Cientista, Quero Ser Professor,  lançado hoje (18) pelo Ministério da Educação (MEC).
          Além de apresentar queda, o número total de matrículas nesses cursos é inferior ao de outros cursos de ensino superior. Enquanto física era cursada por 30,9 mil estudantes, química por 53,1 mil, matemática por 85,5 mil e ciências biológicas por 123,3 mil, administração tinha 833 mil estudantes, direito, 737,3 mil e pedagogia, 603 mil.
          Entre os quatro cursos, o que apresentou a maior queda foi ciências biológicas, que passou de 126,9 mil para 123,3 mil, uma diminuição de 2,8% nas matrículas. A queda vem desde 2011, quando 128 mil faziam a graduação.
          A graduação em física vinha aumentando em número de matrículas desde 2009, quando tinha 29,4 mil estudantes. No ano passado a queda foi 2,5%. Matemática teve a menor queda, 0,7% de 2011 para 2012. Química foi a única das quatro graduações que teve um aumento, de 1,6%, no número de matrículas.
          O número daqueles que entram nos cursos é superior aos que se formam, considerando também o aumento de vagas. No ano passado, física tinha 11,8 mil calouros e 2,6 mil formados. O curso foi o único que apresentou um aumento no número de formados, de 1,75%. O curso de química recebeu 18,2 mil novas matrículas e formou 6,4 mil estudantes – o que representou uma queda de 1,4% no número de formados.
          Em matemática, 33,2 mil entraram no curso e 20 mil se formaram. O número de formados teve a maior queda entre os cursos, 14,5%. O número vem caindo desde 2009, quando 23,3 mil se formaram. Já ciências biológicas teve o maior número de calouros, 41,6 mil. O curso formou 20 mil estudantes, uma queda de 3,5% em relação a 2011.
          Com poucos universitários, o déficit de profissionais chega às salas de aulas do ensino básico. Segundo o MEC, faltam 170 mil docentes na rede pública nessas áreas.
          O censo mostrou também um baixo crescimento nas matrículas de licenciatura, que formam professores da educação básica, o aumento foi 0,8%, enquanto o aumento daqueles que fazem algum bacharelado foi 4,6% e cursos tecnológicos, 8,5%. Entre os cursos presenciais, as licenciaturas representam 19,5% do total de matrículas. Nos cursos de educação a distância, no entanto, representam 40,4% dos estudantes.
18/09/2013 - 22h29
Mariana Tokarnia
Repórter da Agência Brasil

MEC lança programa para incentivar estudo de matemática, física, química e biologia



          Com a oferta inicial de 30 mil bolsas em 2014, o Ministério da Educação lançou hoje (18) o Programa Quero Ser Cientista, Quero Ser Professor para incentivar nas escolas públicas o estudo de disciplinas como: matemática, física, química e biologia. O valor repassado aos estudantes de ensino médio será R$ 150. As bolsas serão concedidas a partir de fevereiro de 2014.
          O programa será voltado principalmente aos estudantes do Programa Ensino Médio Inovador, que são aquelas com jornada de ensino ampliada. A ideia é que as atividades sejam consolidadas nas três horas do contra-turno. Alunos matriculados nos anos finais do ensino fundamental que se destaquem também poderão participar. Terão prioridade ainda estudantes premiados em olimpíadas científicas.
          Um dos objetivos do programa é reduzir o déficit de cerca de 170 mil docentes na rede pública nessas áreas, de acordo com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. “A matemática, física e química precisam de estímulo específico, e o programa é para tentar construir esse estímulo desde o ensino médio, com o objetivo de despertar o interesse pelas ciências para, no futuro, quem sabe, serem professores dessas disciplinas”, explicou.
          A participação dos estudantes será estimulada em atividades de monitoria, pesquisa científica e tecnológica. Os bolsistas terão orientação e supervisão de professores e estudantes universitários que já recebem bolsas de estímulo à pesquisa. A seleção dos bolsistas será feita pelas secretarias estaduais de Educação e por universidades.
          Atualmente, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoas de Nível Superior (Capes) paga bolsas de iniciação júnior a 10 mil estudantes. Com as 30 mil do Quero Ser Cientista, Quero Ser Professor, serão 40 mil nessa modalidade ao final de 2014, com investimento em torno de R$ 66 milhões. A expectativa é ampliar gradualmente a concessão até atingir 100 mil bolsas.
18/09/2013 - 12h25
Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

EDUCAÇÃO INTEGRAL



PRESSUPOSTOS DA EDUCAÇÃO INTEGRAL

     Nesta matéria do Portal Porvir, entenda o que é e o que é preciso para desenvolver o conceito, que impacta milhares de famílias e suas comunidades.
     O nome "educação integral" induz a uma armadilha fácil: considerar que, se o aluno fica o dia inteiro na escola, ele tem acesso a uma educação integral. Nada disso. A educação integral, que deve chegar a 60 mil das 160 mil escolas públicas brasileiras até o ano que vem, tem um conceito muito mais amplo, em que tem o cerne no desenvolvimento integral do aluno. O tempo de permanência na escola - ou melhor, em circunstâncias de aprendizagem - é apenas um dos três pilares que o sustentam.
    O primeiro deles é o desenvolvimento do ser humano em todas as suas dimensões. Ou seja, para se ter um ambiente de educação integral, o aluno deve ser formado não só do ponto de vista intelectual, mas também no afetivo, no social, no físico. Para que isso ocorra e já chegando ao segundo pilar, é preciso que haja uma integração de tempos e espaços, com a inclusão de diversos atores no processo educativo. Assim, a educação não deve ficar limitada ao espaço escolar nem se apoiar exclusivamente no professor. A educação integral é, portanto, aquela em que os cidadãos se envolvem e compartilham saberes, dentro ou fora da escola. Já o terceiro pilar é o do desenvolvimento das atividades em tempo integral.
    Para ajudar educadores, pais e qualquer cidadão a entender o que é educação integral e o que é preciso para desenvolvê-la, o Porvir fez um compilado dos 10 pressupostos que envolvem o conceito. Confira:

1. O direito a uma educação de qualidade é a peça chave para a ampliação e a garantia dos demais direitos humanos e sociais.

2. O objetivo final da educação integral é a promoção do desenvolvimento integral dos alunos, por meio dos aspectos intelectual, afetivo, social e físico.

3. A educação não se esgota no espaço físico da escola nem no tempo de 4 h, 7 h ou mais em que o aluno fica na escola.

4. A educação deve promover articulações e convivências entre educadores, comunidade e famílias, programas e serviços públicos, entre governos e ONGs, dentro e fora da escola.

5. A escola faz parte de uma rede que possibilita a compreensão da sociedade, a construção de juízos de valor e do desenvolvimento integral do ser humano.

6. Organizações e instituições da cidade precisam fortalecer a compreensão de que também são espaços educadores e podem agir como agentes educativos. Já a escola precisa fortalecer a compreensão de que não é o único espaço educador da cidade.

7. O projeto político-pedagógico deve ser elaborado por toda a comunidade escolar refletindo a importância e a complementariedade dos saberes acadêmicos e comunitários.

8. Ficar mais tempo na escola não é necessariamente sinônimo de educação integral; passar mais tempo em aprendizagens significativas, sim.

9. A escola funciona como um catalisador entre os espaços educativos e seu entorno e serve como local onde os demais espaços podem ser ressignificados e os demais projetos, articulados.

10. Além de demandar a articulação de agentes, tempos e espaços, a educação integral se apoia na articulação de políticas (cultura, esporte, assistência social, meio ambiente, saúde e outras) e programas.

Esta reportagem faz parte de uma série especial sobre educação integral, acompanhando o lançamento do Centro de Referências em Educação Integral, uma iniciativa apoiada pelo Porvir e pelo Inspirare. A plataforma do centro já está disponível a partir de 29 de agosto, no www.educacaointegral.org.br.

Fonte: (Portal Porvir)
Acesso: 30/08/13

sábado, 17 de agosto de 2013

'Currículo do ensino médio é grande demais'



Ministro da Educação, Aloísio Mercadante, fala em adotar a lógica das quatro grandes áreas do Enem na grade curricular. A reportagem é do Portal Porvir

          Três tempos de matemática. Intervalo. Um de história, dois de geografia. Almoço. Química orgânica, história da arte e educação artística. Intervalo da tarde. Língua portuguesa e redação. Toca o último sinal do dia: todo mundo para casa porque amanhã tem duas provas. A rotina de um estudante do ensino médio, no Brasil, pode chegar a incluir, em uma semana, aulas de 20 disciplinas diferentes. Mas, para o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, essa realidade tem que mudar. "Precisamos de um currículo que não seja uma enciclopédia. Como é que um jovem nessa idade tem 19, 20 disciplinas?", perguntou ele nesta terça-feira durante o SalaMundo 2013, evento promovido pelo Instituto Positivo, em Curitiba.
          A solução que o próprio ministro sugere é reorientar a grade curricular usando a lógica das quatro grandes áreas do Enem: linguagens e códigos, matemática, ciências da natureza e ciências humanas. "É importante articular melhor as disciplinas", afirma Mercadante. A expectativa do governo é aproveitar o esforço que já vem sendo feito de preparação para o exame nacional, inclusive com o material didático que vem sendo usado, para nortear a mudança.
          Hoje, o país não tem um currículo básico mínimo, apesar de a Lei de Diretrizes e Bases, de 1996, ter determinado que fosse preciso construir uma base nacional comum - deixando espaços para que escolas e redes pudessem estampar sua marca em suas grades, resguardando as características locais das escolas. O que acaba acontecendo, especialmente no ensino médio, é que a grade curricular é definida pelas exigências nos diferentes vestibulares do país.
          "Esse é um caminho [o de orientação do currículo pelas quatro áreas do Enem] sério a ser discutido", concordou Tufi Machado, coordenador de pesquisa do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora), também em Curitiba. Mas o professor faz uma ressalva: "Isso deve ser um mínimo a ser exigido. É preciso haver uma flexibilidade até para aqueles que queiram se aprofundar em outras áreas", afirmou ele.
          "O excesso de disciplinas e de componentes curriculares tornam o ensino médio penoso e desagradável. É um desmotivador importante para esses jovens"
          Machado foi um dos responsáveis por uma pesquisa feita com alunos do ensino médio mineiro que apontou que os jovens estão insatisfeitos com as aulas que lhes são oferecidas. "O excesso de disciplinas e de componentes curriculares tornam o ensino médio penoso e desagradável. É um desmotivador importante para esses jovens", diz o professor, apontando o que chama de "congestionamento curricular" como um dos fatores que levam à evasão.
          Recente pesquisa feita pela Fundação Victor Civita com adolescentes de baixa renda apontou para a mesma direção. A instituição perguntou a jovens de 15 a 19 anos de São Paulo e Recife, com renda familiar de até R$ 2.500, o que eles pensam da escola. Uma das queixas mais recorrentes foi exatamente a fragmentação do currículo. Para se ter uma ideia, quase 80% dos alunos viam "utilidade" em no que aprendiam em língua portuguesa e matemática, mas nenhuma das outras disciplinas teve importância registrada por mais de 42% dos estudantes.
          De acordo com o MEC, cerca de 970 mil jovens com idade para estar no ensino médio estão fora da escola. "Precisamos ir atrás desses jovens. Não podemos perdê-los para o tráfico, para a droga, para o crime. A escola é o lugar deles. É ali que ele vai ter uma perspectiva de vida. Quem estuda, escolhe o que vai ser. Quem não estuda é escolhido ou não", afirmou o ministro.

Antes do ensino médio
          Também como uma estratégia do governo federal de engajar os jovens nos estudos, Mercadante destacou nesta quarta-feira também o programa Quero ser Cientista, Quero ser Professor. A intenção é dar a 100 mil alunos do ensino fundamental que queiram se dedicar às disciplinas de matemática, química e física uma bolsa de R$ 150 mensais. "Na Olimpíada de Matemática, encontramos gênios em cidades que você nem imagina", disse. Os alunos vencedores de olimpíadas de conhecimento não precisarão passar pelo processo seletivo para terem direito ao programa.

(Patrícia Gomes, Portal Porvir)
http://porvir.org/porpensar/curriculo-ensino-medio-e-grande-demais/20130807