sábado, 13 de abril de 2013

MEC vai lançar programa para incentivar formação de professores na área de exatas


       MEC vai lançar programa para incentivar formação de professores na área de exatas

A proposta vai incluir várias estratégias para alcançar o objetivo de formar mais professores para o ensino das ciências exatas.
Preocupado com a baixa procura por cursos superiores de licenciatura em física, química, matemática e biologia, o Ministério da Educação (MEC) elabora um programa para, desde o ensino médio, atrair para essas áreas os estudantes que querem ser professores. A proposta, ainda em construção, prevê parceria com universidades e também a oferta de bolsas de auxílio, disse ontem (10) o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.
"É preciso estimular a vocação de professor. Temos o problema salarial, de carreira, mas há também o problema de despertar o interesse pela educação desde cedo e valorizar quem tem esse interesse. Precisamos estimular as ciências exatas, a demanda por ensino superior nessas áreas é muito baixa", disse o ministro, ao participar de audiência na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.
De acordo com Mercadante, a proposta vai incluir várias estratégias para alcançar o objetivo de formar mais professores para o ensino das ciências exatas. "Vamos fazer um programa para estimular desde o ensino médio, com bolsa, com parceria com as universidades, com laboratório, com cientista para dar palestras".
O ministro citou como exemplo da falta de interesse dos estudantes pelo magistério na área de exatas a baixa a procura por esses cursos na última edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), por meio do qual instituições públicas de educação superior oferecem vagas a participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Dados do relatório Escassez de Professores no Ensino Médio: Soluções Estruturais e Emergenciais, do Conselho Nacional de Educação (CNE), de 2007, apontam que as áreas mais carentes de professores eram as de física e química, seguidas das de matemática e biologia.
Mercadante adiantou ainda que o ministério estuda lançar um grande edital de cultura nas escolas públicas e também a criação de uma universidade das artes para aulas de música, cinema, teatro, dança e poesia. Essas ações deverão ser feitas em parceria com o Ministério da Cultura.
Fonte:
(Yara Aquino / Agência Brasil, com adaptações)
JC e-mail 4703, de 11 de Abril de 2013.

quinta-feira, 14 de março de 2013

CAPES aprova criação de mestrado para professores de Física



Iniciativa da SBF recebe avaliação positiva do órgão, que custeará bolsas para alunos em 21 polos, num curso unificado nacional. Aulas devem começar no segundo semestre

            A proposta de criação de um Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física (MNPEF), voltado para professores de Física do Ensino Médio e Fundamental, foi aprovada pela CAPES. A instituição financiará as bolsas para os alunos do curso, que será coordenado nacionalmente pela Sociedade Brasileira de Física.
            Foram 21 os polos inicialmente escolhidos para abrigar o curso (veja a lista completa aqui), que terá uma grade fundamental unificada, mas permitirá também flexibilidade para a inclusão de disciplinas por parte das coordenações locais.
            As aulas devem começar já no segundo semestre deste ano.
 Salto evolutivo
            Atualmente, são formados da ordem de 40 alunos por ano, nos quatro cursos existentes de mestrado profissional em ensino de física (baseados na UFES, UFRJ, UFRN e UFRGS). A ideia do MNPEF é aumentar esta capacidade de formação em pelo menos oito vezes, diplomando 320 alunos anualmente.
            O projeto elaborado pela SBF - que tem como secretária para Assuntos de Ensino Silvania Sousa do Nascimento, da UFMG - após consulta a esses grupos tem como inspiração o mestrado da UFRGS, criado pelo Professor Marco Antonio Moreira, tido como um dos fundadores da pesquisa em ensino de física no Brasil e um de seus maiores expoentes.
            Embora a proposta tenha tentado conciliar ao máximo as diferentes grades de mestrado já existentes, o foco do projeto nacional é essencialmente em conteúdos. "Grande parte da carga horária é voltada para conteúdo de física contemporânea de tal maneira que o professor possa adequá-los à educação básica", afirma Rita Maria Almeida da Cunha, física da UFRGS e tesoureira da SBF. "Por isso, é necessário que os alunos produzam dissertação e/ou material instrucional aplicados à realidade da sala de aula sobre como, por exemplo, fazer uso das novas tecnologias, ou como realizar experimentos."

 Bem avaliado
            A proposta teve excelente recepção na CAPES, onde chegou a ser reclassificada de nota 3 para 4, devido à qualidade e importância da iniciativa.
 
            "Penso que o MPNEF é uma importante iniciativa tomada pela SBF e que deveria contar - espero que sim - com a contribuição de toda a comunidade de pesquisadores em Ensino de Física/Ciências", afirma Jorge Megid Neto, pesquisador da Faculdade de Educação da Unicamp. "Esse mestrado tem algumas características diferenciadas que me fazem acreditar muito mais na proposta elaborada pelo Prof. Marco Antonio Moreira e colaboradores."

            Entre os pontos destacados por Megid estão um currículo que busca um equilíbrio na oferta de disciplinas de conteúdo específico da Física e de conteúdos específicos do campo educacional, e a possibilidade de permitir que cada instituição participante desenvolva as disciplinas de forma mais adaptada às suas realidades, embora o currículo seja nacional. Além disso, ele destaca a inexistência de um material didático único a ser seguido por todas as instituições como um exemplo de como preservar a autonomia individual de cada polo.

            Para Megid, o exemplo dado pela SBF e pela área de Física deveria ser seguido em outras disciplinas, com formação de cursos de mestrado voltado para professores (no momento, apenas Matemática tem iniciativa parecida). Nesse contexto, a concessão de bolsas é fundamental. "É um incentivo para que o professor volte a estudar, importante para custear despesas, comprar livros etc. Sem bolsa ao professor, penso que esses mestrados seriam inócuos." Daí a importância da CAPES ao viabilizar a proposta da SBF.

            "Queremos criar um ambiente mais uniforme, que permita a formação de professores de maneira consistente no Brasil inteiro", afirma Celso Pinto de Melo, presidente da SBF.
DOCUMENTOS DO MNPEF
MAIS INFORMAÇÕES
Rita Maria Almeida da Cunha (UFRGS)
(Sociedade Brasileira de Física)

sexta-feira, 8 de março de 2013

Homenagem às Mulheres


O HOMEM E A MULHER

O homem é a mais elevada das criaturas.
A mulher é o mais sublime dos ideais.
 
Deus fez para o homem um trono; para a mulher, um altar.
O trono exalta; o altar santifica.
 
O homem é o cérebro; a mulher o coração.
O cérebro produz a luz; o coração, amor.
A luz fecunda; o amor ressuscita.
 
O homem é o gênio; a mulher o anjo.
O gênio é imensurável; o anjo indefinível.
 
A aspiração do homem é a suprema glória; a aspiração da mulher, a virtude extrema.
A glória traduz grandeza; a virtude traduz divindade.
 
O homem tem a supremacia; a mulher, a preferência.
A supremacia representa a força; a preferência representa o direito.
 
O homem é forte pela razão; a mulher é invencível pela lágrima.
A razão convence; a lágrima comove.
 
O homem é capaz de todos os heroísmos; a mulher de todos os martírios.
O heroísmo enobrece; o martírio sublima.
 
O homem é o código; a mulher o evangelho.
O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
 
O homem é um templo; a mulher um sacrário.
Ante o templo, nos descobrimos; ante o sacrário, ajoelhamo-nos.
 
O homem pensa; a mulher sonha.
Pensar é ter cérebro; sonhar é ter na fronte uma auréola.
 
O homem é um oceano; a mulher um lago.
O oceano tem a pérola que o embeleza; o lago tem a poesia que o deslumbra.
 
O homem é a águia que voa; a mulher, o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço; cantar é conquistar a alma.
 
O homem tem um farol: a consciência; a mulher tem uma estrela: a esperança.
O farol guia, a esperança salva.
– Enfim, o homem está colocado onde termina a terra; a mulher, onde começa o céu!...

 
Victor Hugo

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

ATIVIDADES EXPERIMENTAIS REALIZADAS NAS ESCOLAS PARCEIRAS



      Durante o período de abril de 2012 a novembro de 2012, foram realizadas várias atividades envolvendo experimentos de Química nas três escolas parceiras do subprojeto de Química do PIBID/UVA.
       Foram beneficiados cerca de 300 estudantes nas escolas:
EEFM Ministro Jarbas Passarinho; EEFM Prof. Luis Felipe e EEM Elza Goersch (Forquilha).
       As atividades abordaram os seguintes experimentos:
- Observação das Fases de uma Mistura Heterogênea
- Caracterização das Fases de uma Mistura Heterogênea
- Investigação de Misturas
- Determinação de Densidade de Materiais
- Elevador de Naftalina
- Extração e Estudo de Indicadores Naturais de Ácidos e Bases
- Estudando os Ácidos e Bases
- Estudando as Transformações Químicas
- Caracterização dos Tipos de Reações Químicas.

     
      Assistam ao vídeo e curtam o desenvolvimento dos experimentos de Química.
 


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Professores têm várias opções para investir na formação continuada


Edital para o Programa de Consolidação das Licenciaturas (Prodocência), realizado pela Capes, deve ser lançado no primeiro semestre de 2013
 
O número de professores buscando melhorar a formação está aumentado, porém, é preciso mais investimento do governo na formação dos docentes, segundo a professora Marcia Angela Aguiar, presidente da Associação Nacional de Política e Administração da Educação (Anpae).
 “O professor do magistério é um profissional do Estado; ele tem uma importância muito grande para o país. Precisamos de docentes qualificados para atender os alunos em todos os níveis. A parceria entre escolas e universidades contribui nesse sentido. Oferecer oportunidades de formação é um compromisso social do governo. Mas, para fazer os cursos de formação, mesmo a distância, o professor precisa de tempo, e como muitas vezes trabalha em vários lugares para compensar a baixa remuneração, nem sempre consegue. Existe muita discussão a respeito da formação dos professores, mas é importante destacar que a qualificação não está separada de outras questões, como as condições de trabalho”, explica.
De acordo com o Censo Escolar 2011, a  proporção de professores com Ensino Superior que lecionam na Educação Básica cresceu 7,6% entre 2010 e 2011. Segundo o levantamento, divulgado em abril de 2012, os docentes com formação superior são maioria na Educação Infantil (56,9%) , no Ensino Fundamental I  - 1º ao 5º ano (68,2%), no Ensino Fundamental II - 6º ao 9º anos (84,2%) e também no Ensino Médio (94,1%). Dados do censo também revelam que, do total de 2 milhões de docentes da Educação Básica, 380 mil são alunos de cursos superiores, ou seja, eles dão aulas e continuam estudando. O curso que apresenta o maior número de matrículas é Pedagogia, com 185 mil estudantes, seguido por Letras (43 mil) e Matemática (18.500). A maioria dos professores está matriculada em cursos a distância – no caso de Pedagogia, mais de 100 mil cursam essa modalidade.
O professor João Carlos Teatini, diretor de Educação a Distância da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), também destaca a importância da parceria entre escolas e universidades. A Capes, antes responsável somente por cursos de pós-graduação, passou a receber o dobro de seu orçamento para assumir a responsabilidade pela formação do magistério a partir de 2009, quando o Ministério da Educação (MEC) lançou o Plano Nacional de Formação de Professores.
 “A pós-graduação do Brasil goza de reconhecimento nacional e internacional pela qualidade dos cursos e programas das Instituições de Educação Superior (IES), em especial as públicas, e da ação conjunta das agências federais e estaduais de indução e fomento. Em percurso contrário, nossos alunos da Educação Básica evidenciam desempenho insuficiente em diversos instrumentos de avaliação como Prova Brasil, Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Criada em 1951, a Capes convivia, até recentemente, com uma incômoda lacuna quanto à concepção de seu fundador – o grande educador Anísio Teixeira –,  a pouca atenção à Educação Básica. Nos últimos anos conseguimos mudar isso, assumindo com empenho essa área, sem descuidar do seu papel estratégico na formação de mestres e doutores de alto nível e, até mesmo, ampliando o compromisso com o desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil. Ações relevantes estão em andamento, abrigadas em duas diretorias recentes, a de Educação Básica Presencial (DEB) e a de Educação da Distância. Entre os programas da Capes na Educação Básica, temos o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid); Observatório da Educação; e Programa de Consolidação das Licenciaturas (Prodocência), entre outros. Por meio da Capes, o MEC decidiu enfrentar o maior desafio, talvez, em sua história: graduar em Licenciatura, gratuitamente e com qualidade, cerca de 400 mil professores em exercício dos sistemas públicos de ensino até 2014, com a indispensável participação dos institutos de ensino superior do País”, ressalta.
Para a professora Guiomar Namo de Mello, diretora da Escola Brasileira de Professores (Ebrape), os programas de formação de professores são bem-vindos, mas temos que perguntar o que não está dando certo na educação do país: “O professor não sabe ensinar, prova disso são os resultados da Prova Brasil, Enem e Saeb. Mais do que melhores salários, os professores precisam de melhor formação. Eles estudam em escolas ruins e reproduzem a ignorância na hora de ensinar. Muitos cursos estão voltados para a produção de conhecimento na área, mas não para a necessidade do magistério. É preciso focar no que o professor tem que saber para dar aula. O aluno de Pedagogia não tem mais chance de aprofundar conhecimentos em História, Matemática, Geografia... Como ele vai ensinar se não aprendeu direito? Temos que resgatar a formação na Educação Básica e complementar o trabalho nas faculdades de Pedagogia”.

Veja a seguir algumas opções de cursos de especialização e formação continuada:
Pró-letramento - Mobilização pela Qualidade da Educação
O programa é voltado para a  formação continuada de professores com o intuito de melhorar a qualidade de aprendizagem da leitura/escrita e matemática nos anos/séries iniciais do Ensino Fundamental. É realizado pelo MEC, em parceria com universidades que integram a Rede Nacional de Formação Continuada e com adesão dos estados e municípios. Podem participar todos os professores que estão em exercício, nas séries iniciais do ensino fundamental das escolas públicas. As universidades que integram a Rede Nacional de Formação Continuada nas áreas de alfabetização/linguagem e de matemática são responsáveis pelo desenvolvimento e produção dos materiais para os cursos, pela formação e orientação do professor orientador/tutor, pela coordenação dos seminários previstos e pela certificação dos professores cursistas. As incrições para 2013 ainda não abriram, mas os interessados podem consultar informações no site do Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE). A Secretaria de Educação Básica  também atende os professores por meio do telefone: 0800 61 61 61 opção 6 ou email: proletramento@mec.gov.br

Programa Gestão da Aprendizagem Escolar
O programa oferece formação continuada em língua portuguesa e matemática aos professores dos anos finais (do 6º ao 9º ano) do ensino fundamental em exercício nas escolas públicas. A formação possui carga horária de 300 horas, sendo 120 horas presenciais e 180 horas a distância (estudos individuais) para cada área temática, além de incluir discussões sobre questões prático-teóricas e buscar contribuir para o aperfeiçoamento da autonomia do professor em sala de aula. As inscrições para 2013 ainda não abriram. Mais informações sobre o Programa Gestão de Aprendizagem Escolar no site do MEC.

Programa de Consolidação das Licenciaturas – Prodocência
O programa visa a contribuir para elevar a qualidade dos cursos de licenciatura, por meio de fomento a projetos institucionais, na perspectiva de valorizar a formação e reconhecer a relevância social dos profissionais do magistério da Educação Básica, selecionando propostas que: a) contemplem novas formas de gestão institucional; b) desenvolvam experiências metodológicas e práticas docentes de caráter inovador; c) apresentem projetos de cooperação entre unidades acadêmicas que elevem a qualidade da formação dos futuros docentes; d) integrem a educação superior com a educação básica; e e) orientem a superação de problemas identificados nas avaliações feitas nos cursos de licenciatura. O Prodocência tem previsão de lançar edital de dois em dois anos, mas estas previsões estão sempre sujeitas à disponibilidade orçamentária da Capes. O último edital foi lançado em 2010, e a previsão do próximo lançamento é para o primeiro semestre de 2013. Mais informações sobre o Programa de Consolidação das Licenciaturas - Prodocência  no site da Capes.

Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid)
O programa oferece bolsas de iniciação à docência aos alunos de cursos presenciais que se dediquem ao estágio nas escolas públicas e que, quando graduados, se comprometam com o exercício do magistério na rede pública. O objetivo é antecipar o vínculo entre os futuros mestres e as salas de aula da rede pública. Os coordenadores de áreas do conhecimento recebem bolsas mensais de R$ 1,2 mil. Os alunos dos cursos de licenciatura têm direito à bolsa de R$ 350 e os supervisores, que são os professores das disciplinas nas escolas onde os estudantes universitários vão estagiar, recebem bolsa de R$ 600 por mês. A previsão é que o edital 2013 seja lançado no segundo semestre. Mais informações sobre o Progama Institucional  de Bolsas de Iniciação à Docência no site da Capes.

Observatório da Educação
Resultado de parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o programa Observatório da Educação atua na pós-graduação – mestrado e doutorado, apoiando projetos de pesquisa que usem como base os bancos de dados do Inep, entre eles o Censo Escolar e o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). A intenção é estimular estudos sobre temas como a avaliação educacional, fluxo escolar, educação e mercado de trabalho, financiamento da educação e educação e demografia, para estimular a formação de mestres e doutores que atuem nas áreas de gestão de políticas educacionais, avaliação educacional e formação de professores. As inscrições para participação no programa abrem a cada dois anos e o próximo edital será lançado em 2014.  Mais informações sobre o Observatório da Educação no site da Capes

Programa Apoio à Melhoria do Ensino em Escolas da Rede Pública Sediadas no Estado do Rio de Janeiro
Resultado de um convênio entre o Governo do Estado do Rio de Janeiro, a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), o programa, que funciona por meio edital, tem como objetivo apoiar iniciativas para a melhoria do ensino, por meio de projetos que abordem temas relevantes ao processo de ensino-aprendizagem e que permitam o aprimoramento da infraestrutura das escolas da rede pública do Estado do Rio de Janeiro (níveis fundamental e médio), com a finalidade de contribuir para o estabelecimento da excelência nas escolas da rede pública do estado; a formação, a capacitação e a atualização de professores das escolas da rede pública do estado; a melhoria da infraestrutura necessária ao ensino da rede pública do estado; e a promoção do intercâmbio de instituições de ensino superior e pesquisa com escolas da rede pública sediadas no estado. A previsão é que o edital para o programa seja lançado no final do primeiro semestre de 2013 (maio ou junho). Mais informações no site da Faperj.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Reunião Anual vai discutir Mestrado Profissional em Rede para professores de Química

Uma forma escolhida pelo Ministério da Educação para ampliar a oferta de profissionais qualificados, com formação acadêmica especializada, tem sido estimular a criação de cursos de mestrado profissional. No campo do ensino, essa política busca criar cursos de mestrado profissionais para professores do ensino médio. A proposta é que eles incorporem o saber gerado pela universidade, aumentando a qualidade da atividade docente. A iniciativa já está implantada para a área de Matemática e em fase de adoção para a Física. Ao mesmo tempo, é objeto de debate pelos químicos, como poderá ser visto no workshop programado pela Divisão de Ensino da SBQ para a 36ª Reunião Anual.

Se, por um lado, não há dúvidas quanto à necessidade de elevar a quantidade e qualidade de professores de ciências com boa formação fornecida pelas universidades, por outro, a melhor maneira de implementar essa política deixa em aberto algumas questões. "Defendemos veementemente o investimento na formação continuada dos professores", sustenta o diretor da Divisão de Ensino da SBQ, Gerson Mól (UnB), e coordenador do workshop, ao lado de Agustina Echeverria (UFG) e Márlon Soares (UFG). No entanto, argumenta, é necessário evitar erros cometidos anteriormente. Como, por exemplo, o de que esses cursos minimizem a formação pedagógica especializada em química, que hoje faz parte dos cursos acadêmicos. "O domínio de conteúdo, embora seja fundamental, não garante um bom professor", avalia. Eles esperam que os químicos atuantes na área de ensino contribuam para esse debate, auxiliando a SBQ na implantação do mestrado profissional proposto pela Capes.

Conferência – O conhecimento da história da Ciência e a reflexão sobre como a ciência evoluiu para apreender seus objetos de estudo são ferramentas essenciais para aqueles que se dedicam a ensinar Química. Ampliar essa visão é a proposta da conferência "Contribuições da Epistemologia e da História da Ciência para o Ensino de Química nos Diferentes Níveis", que será apresentada por Agustín Adúriz-Bravo, da Universidade de Buenos Aires, como parte das atividades da Divisão de Ensino.


Fonte: Carlos Martins (Assessoria de Imprensa da SBQ)
http://boletim.sbq.org.br/noticias/n786.php
Acesso: 24/01/13

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Rico banco de dados sobre educação ainda é pouco divulgado e utilizado

         Para especialistas, essas informações são mais relevantes para melhorar a educação do que os rankings.
 
         O Brasil possui um enorme banco de dados sobre alunos, professores e as escolas da rede pública, mas essas informações são pouco estudadas e utilizadas na produção de diagnósticos e na formulação de políticas públicas. Os microdados, como são chamados, são os resultados dos questionários aplicados em avaliações de larga escala, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a Prova Brasil, usada no cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Para especialistas, a divulgação organizada dessas informações é muito mais relevante para melhorar a educação no País do que a publicação de um ranking de escolas, como feito pelo Ministério da Educação (MEC) este ano com o Enem, pois é possível entender, em detalhes, as razões para um bom e um mau resultado.
         Segundo Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, a divulgação de rankings estimula uma competição equivocada entre as escolas, principalmente na rede privada. Há casos, inclusive, de colégios que selecionam e separam os melhores alunos para conseguir resultados elevados e transformá-los em estratégia de marketing.
 
Rankings não ajudam - O diretor-executivo da Fundação Lemmann, Denis Mizne, concorda e aponta o ranking como um desserviço ao debate sobre a qualidade da educação brasileira, embora não seja contra a divulgação do resultado por escola.
         "Não sou contra a divulgação do resultado por escola, mas ele não colabora com o debate público. A divulgação de colégios em forma de ranking, pela média, sem levar em consideração a sua composição, no que ela foi bem e no que ela foi mal, leva a maus usos dos dados, que são contraproducentes. Para melhorar a educação, o ranking não adianta nada. A diferença de pontos entre os primeiros colocados é pequena, mas é uma diferença enorme para os donos dos colégios", questiona o diretor-executivo da Fundação Lemmann.
         Os microdados são capazes de oferecer um raio-x muito mais claro da qualidade do ensino e do impacto que diversos fatores (como a composição da escola, o perfil dos professores e o ambiente escolar) têm no aprendizado. Os questionários aplicados na última edição da Prova Brasil, em 2011, foram respondidos por cerca de 220 mil docentes e quatro milhões de estudantes do 5º e do 9º ano do ensino fundamental, em todo o País, além de mais de 50 mil diretores. A participação é voluntária.
         Os resultados revelam a condição socioeconômica dos membros da comunidade escolar, se o currículo foi cumprido, a qualificação dos profissionais, a participação dos pais. Junto com outros levantamentos feitos pelo Inep, como o Censo Escolar, é possível descobrir quantas unidades possuem quadra poliesportiva, bibliotecas e salas de informática.         Contudo, estas informações são disponibilizadas em formatos pouco amigáveis, incompreensíveis a quem não possui conhecimentos de estatística. Assim, secretarias municipais que não possuam uma equipe técnica qualificada encontram muitas dificuldades para extrair conclusões importantes sobre seu desempenho nas avaliações nacionais e sobre como podem melhorar. Esse serviço, na visão de Daniel Cara, devia ser disponibilizado pelo próprio Inep.
         "O retorno dessas avaliações, que poderia ser feito de forma pública pelo Inep, é realizado por meio de empresas que cobram as redes por esses serviços. O Inep poderia ter sua função muito mais bem aproveitada. Da forma como são divulgados os dados, a educação tem uma avaliação que segue a lógica do semáforo: a situação está no vermelho, amarelo ou verde", diz o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. "O cruzamento de dados oferece ferramentas boas. Como o instituto é muito focado no trabalho de produção do Enem, ele acaba não oferecendo um serviço que revolucionaria o planejamento. Ele poderia formar os quadros para as secretarias municipais e estaduais de educação e oferecer um serviço, em regime de colaboração. É preciso também ter um sistema nacional de avaliação da educação básica sabendo o que pode ser apreendido a partir de cada prova".
 
Falta de pesquisadores - Para Ruben Klein, presidente da Associação Brasileira de Avaliação Educacional (Abave), a cultura das avaliações em larga escala é recente no Brasil, pois teve início apenas em 1995. Até então, apenas algumas redes estaduais mantinham experiências isoladas. Por isso, a produção acadêmica sobre o assunto ainda é insuficiente no País. Ele sugere que as prefeituras menores procurem parcerias com universidades e centros de pesquisa para conseguir trabalhar com essas informações. Segundo Klein, as avaliações mostraram que muitos diagnósticos sobre a situação da educação no Brasil estavam errados.
         "A avaliação começou para valer em termos nacionais em 1995. Até aí, havia muitos diagnósticos errados. Falava-se em evasão, mas, na verdade, nosso maior problema era a repetência. Acreditava-se que a solução era construir escola, quando na realidade os alunos não estavam aprendendo. O problema é a qualidade da escola. Essa é uma área recente no Brasil, não tinha ninguém trabalhando com isso. A partir da década de 1990 é que começaram a surgir alguns grupos", aponta o presidente da Abave, que tenta estimular o desenvolvimento de trabalhos no campo.
         Cara aponta ainda a falta de independência do órgão, em comparação com outros institutos da administração federal, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ligado ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), subordinado à Secretaria de Assuntos Estratégicos. A apresentação das pesquisas realizadas pelos dois é feita pelos próprios técnicos responsáveis, enquanto no caso do Inep esse papel é assumido pelo ministro da Educação. Em sua opinião, é fundamental que a equipe do instituto tenha autonomia para analisar com frieza os números para produzir diagnósticos consistentes.
 
Outro lado - Em janeiro deste ano, entre a saída da então presidente Malvina Tuttman e a chegada do atual, Luiz Cláudio Costa, a Associação dos Servidores do Inep (Assinep) chegou a publicar uma carta aberta dirigida ao MEC em que lamentavam as constantes mudanças de comando (foram quatro desde 2009 devido a problemas na realização do Enem).
         Os funcionários alegavam que "o órgão apresenta fragilidades e ainda não sustenta condições favoráveis para o pleno desenvolvimento de estudos, pesquisas e avaliações de acordo com suas finalidades institucionais. Ademais, os salários pouco atrativos e as carreiras muito longas não representam um estímulo para a permanência de servidores. A perda de quadros impõe-se como uma difícil realidade e compõe o rol dos grandes desafios ao cumprimento das finalidades do órgão".
         Procurado pela reportagem, o Inep informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o tempo entre a coleta dos microdados da Prova Brasil 2011 e a sua disponibilização na internet diminuiu em um ano, em comparação com a edição de 2009. O órgão ressaltou que é preciso um grande esforço operacional para processar as informações.
         Está em andamento também um trabalho para tornar a visualização dos microdados mais dinâmica e amigável aos usuários, segundo o Inep. O instituto ressaltou que "está se reestruturando para ampliar cada vez mais o seu papel como uma autarquia que pensa, reflete e formula estudos e políticas para a educação brasileira. Além disso, o Inep é hoje uma autarquia capaz de pensar o processo da educação brasileira, de realizar e aplicar avaliações importantes para o País".
(O Globo)