quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Pesquisa aponta que universitários não mostram interesse em carreira docente

A porcentagem de alunos que não pensavam em ser professores ou tinham dúvidas sobre essa opção foi de 52% na licenciatura em Física e 48% na Matemática.

            Pesquisa realizada na Faculdade de Educação (FE) da Universidade de São Paulo (USP) mostra que metade dos alunos dos cursos superiores de licenciatura em Física e Matemática não se interessam ou tem dúvidas em se tornarem professores de educação básica. O estudo da pedagoga Luciana França Leme também ouviu alunos de Medicina, que manifestaram interesse pela profissão, mas que não a seguiram devido aos salários e as condições de trabalho. A pesquisadora recomenda que a licenciatura seja mais valorizada nas áreas de Física e Matemática, e que os alunos de Pedagogia tenham mais oportunidades de vivenciar a experiência de ensinar em sala de aula.

            Ao todo foram aplicados 512 questionários para ingressantes nos cursos das licenciaturas em Física, Matemática e Pedagogia e do bacharelado em Medicina da USP. As questões verificaram se os estudantes tinham interesse em ser professores da educação básica, que abrange a educação infantil (de zero 5 anos de idade) e os ensinos fundamental (de 6 a 14 anos) e médio (de 15 a 18 anos). "A maior motivação da pesquisa foi a escassez de professores no Brasil, em especial na área de ciências exatas, pois estudos indicam que poucos jovens querem seguir carreira docente", diz Luciana.

            A porcentagem de alunos que não pensavam em ser professores ou tinham dúvidas sobre essa opção foi de 52% na licenciatura em Física e 48% na Matemática. "Os estudantes apontaram que entraram nos cursos por interesse em Matemática e Física, pelo fato de a USP ser gratuita e dos recursos que oferece e que poderão ser úteis no mercado de trabalho, sendo que este último argumento poderia ser usado para justificar o ingresso em qualquer outro curso da Universidade", afirma a pedagoga. Na Pedagogia, 30% descartaram seguir o magistério ou estão em dúvida. "O índice é menor porque muitos alunos ingressam nessa carreira pensando em ser professores, além de outras razões, como a possibilidade de trabalhar com crianças".

            A questão salarial apareceu como uma das principais razões pensadas para se optar ou não pela profissão. "Normalmente, quem queria entrar no magistério sabia exatamente o valor dos salários pagos aos professores, enquanto os que não tinham interesse estimaram valores fora da realidade, ou muito altos ou muito baixos", diz a pesquisadora. "A decisão também é influenciada por outros fatores intrínsecos à profissão, como a liberdade para trabalhar, pois boa parte dos alunos alegou que só seria professor se conseguisse ingressar numa escola reconhecida por ter bom trabalho educacional, onde pudesse ter relativa autonomia e ensinar com certa liberdade".

            Condições de trabalho - Entre os alunos de Medicina, a porcentagem daqueles que em algum momento da vida pensaram em ser professor chegou a 15%. "É um número alto, especialmente se for levado em conta que se trata de um grupo que normalmente apresenta maiores vantagens sociais, vindo de famílias de renda mais alta, e que por esses motivos pode escolher a profissão que quiser", conta Luciana. "A maioria deles ainda assinalou que gostaria de dar aulas no ensino médio".

            A pesquisa apurou que os estudantes interessados no magistério não se tornaram professores de educação básica devido às condições de trabalho e os salários. "Entretanto, foi manifestado um grande respeito pela profissão de professor", ressalta a pedagoga. "Eles apontaram com grande precisão o papel do professor como carro-chefe da sociedade e principal responsável pela aprendizagem social e cognitiva das crianças e adolescentes".

            Luciana recomenda que os professores sejam reconhecidos como profissionais da educação. "Isso não deve acontecer apenas em termos de imagem pública, pois o professor é o único profissional capacitado que pode atuar no aprendizado dos alunos da educação básica", destaca. "O reconhecimento também deve vir em termos de carreira e de salário, viabilizando meios de ascensão social que não passem pelo abandono da atividade educacional".

            A pesquisadora observa que os cursos de Física e Matemática precisam conciliar mais a pesquisa científica com a formação de professores para a educação básica. "Muitos alunos entram pensando em fazer pós-graduação, seguir carreira acadêmica na universidade ou ir para outras profissões", diz. "Na área de Pedagogia, há um maior interesse pelo magistério, mas é necessário que esses alunos vivenciem de forma mais intensa a experiência das salas de aula, especialmente das escolas públicas". A pesquisa faz parte de dissertação de Mestrado de Luciana, apresentada na FE e orientada pela professora Sandra Zakia Souza. 
(Agência USP de Notícias)

JC e-mail 4595, de 02 de Outubro de 2012.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Construindo um Extintor de Incêndio

Aula Experimental de Química na Escola Elza Goersch

      Na última sexta-feira, 28/09/2012, os pibidianos da Química 2009,  Alex Tenório e Camila Albuquerque estiveram envolvidos e envolveram os alunos do 2o. ano do ensino médio na construção de um extintor de incêndio.
 








 
 

domingo, 30 de setembro de 2012

Lista dos Trabalhos de Licenciatura em Química Aprovados no II ENCONTRO PIBID/UVA


Edital nº 19/2012 (PROGRAD)

LISTA DE TRABALHOS APROVADOS

A Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), por meio de sua Pró-Reitoria de  Ensino de Graduação (PROGRAD) e das Coordenações Institucionais do Programa de Bolsas  de Iniciação à Docência (PIBID/UVA), divulga a lista de trabalhos aprovados para o II ENCONTRO PIBID/UVA: DESAFIOS E CONQUISTAS DO PIBID NA QUALIFICAÇÃO DOCENTE, que será realizado nos dias 18 e 19 de outubro de 2012, no Campus Betânia, Sobral – Ceará.

Será divulgado até o dia 10 de outubro de 2012 os locais das respectivas apresentações.
O modelo do pôster já está disponível no site www.uvante.br, programas PIBID/UVA, modelo banner.
Os participantes bolsistas do PIBID/UVA devem entregar até o dia 04 de outubro de 2012 o pôster em cd,formato pdf, para que sejam providenciados os serviços gráficos.
 
No caso de dúvidas, os interessados devem enviar mensagem para o e-mail pibiduva@uvanet.br. 

1) A INFLUÊNCIA DOS ASPECTOS FÍSICOS DE UMA ESCOLA.
Autores: Alex Tenório Ximenes; Maiara Ferreira Alves; Givaldo José dos Santos.
 
2) TEORIA E PRÁTICA ANDAM LADO A LADO NA QUÍMICA.
Autores: Carla Patrícia de Oliveira Alves; Givaldo José dos Santos.
 
3) CONTEXTUALIZANDO O ESTUDO DA TENSÃO SUPERFICIAL POR MEIO DE DETERGENTES
Autores: Francisca Nayana Gomes Medeiros; Givaldo José dos Santos.
 
4) O USO DE JOGOS COMO RECURSO DIDÁTICO NO ENSINO DE QUÍMICA
Autores: Francisca Soraia Magalhães Pereira; Jéssica da Frota Nogueira.
 
5) IMPORTÂNCIA DAS AULAS DE EXPERIMENTAIS NO ENSINO-APRENDIZAGEM DE QUÍMICA
Autores: Maria Andreza de Lima Sales; Simone Fernandes Brito; Francisco Gomes Ximenes.
 
6) UMA ATIVIDADE EXPERIMENTAL SOBRE DENSIDADE VINCULADA AO COTIDIANO DO ALUNO NUMA ESCOLA PÚBLICA DE FORQUILHA/CE
Autores: Edina Ribeiro do Nascimento; Carla Patrícia de Oliveira Alves; Givaldo José dos Santos.


domingo, 23 de setembro de 2012

1a. Oficina de Experimentos de Química

1ª Oficina de Experimentos de Química
 
Datas: 20 e 21 de Setembro de 2012
Local: Laboratório de Química Geral e Inorgânica da UVA
Coordenador: Prof. Dr. Murilo Sérgio daSilva Julião






 











segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O Brasil deve adotar um currículo nacional único para a educação básica?

A edição de sábado (15/09/2012) da Folha de São Paulo traz duas opiniões opostas sobre a proposta de um currículo único para a educação básica. Leia.
SIM!
Padronizar para avaliar gestores e educadores
Artigo de Priscila Cruz, diretora-executiva do movimento Todos Pela Educação.
      A Constituição Federal assegurou a educação como um direito fundamental. No entanto, ainda precisamos cumprir o artigo 210, que dispõe que "serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais", definindo de forma mais precisa e transparente quais aprendizagens todos e cada um dos alunos devem adquirir.
      O currículo nacional é o conjunto de aprendizagens que devem ser comuns a todos os alunos, seja porque são universais (a aritmética, as leis básicas da natureza etc.) ou porque dizem respeito à nossa identidade brasileira (o estudo dos ecossistemas brasileiros, a nossa história etc.).
      Ou seja, trata-se do conjunto de conhecimentos necessários para a garantia de oportunidades no contexto atual da sociedade deste início do século 21. Outros temas de interesse da comunidade escolar e especificidades regionais devem fazer parte dos currículos escolares que serão diferentes entre as redes.
      Uma analogia que nos ajuda nessa reflexão é a aproximação do direito à educação com os direitos humanos. Este não é distinto em cada estado, município ou escola. Todos estão protegidos por um direito comum, necessário para garantir uma vida igualmente digna para indivíduos reconhecidamente diferentes. No direito à aprendizagem, hoje, quanto maior é a vulnerabilidade em que estão inseridos os alunos, menor é a sua aprendizagem, quando justamente ela deveria ser assegurada para quebrar o ciclo de exclusão e pobreza em que estes alunos estão presos há gerações.
      Um currículo nacional permite a execução eficiente, transparente e justa das políticas públicas na área da educação. O Brasil tem avançado em seus sistemas de avaliação da aprendizagem, garantindo diagnósticos para que caminhos de sucesso sejam difundidos. Os diagnósticos garantem também que os erros sejam aprimorados ou corrigidos. Gestores e educadores estão engajados nesse processo, mas o trabalho de milhões desses profissionais é avaliado sem que haja completa transparência dos resultados esperados.
      O objetivo central da formação de professores é prepará-los para que garantir os direitos de aprendizagem. Isso só pode ser feito se houver explicitação destes direitos. O mesmo pode ser dito sobre a elaboração, aprovação e compra dos livros e materiais didáticos em toda a sua diversidade.
      Muitas redes estaduais e municipais, por falta de um currículo nacional, definiram os seus. E, não por acaso, essas redes apresentaram bons avanços no último Ideb, apontando para o fato de que o currículo pode ter auxiliado na articulação e organização de suas políticas em torno da aprendizagem esperada.
      Por fim, é importante falar sobre a autonomia dos professores. Sua participação é fundamental na definição do currículo nacional. Mas, depois de definidos os direitos de aprendizagem de cada um dos alunos, o essencial do exercício docente está na escolha das estratégias de ensino e em como os professores conduzem as atividades para que todos os seus alunos aprendam. É isso que difere o matemático do professor de matemática - que, além do conteúdo, tem o conhecimento sobre como ensinar esse conteúdo.
      Assim, é urgente que, democraticamente, seja debatido e definido um currículo nacional, que oriente as políticas educacionais, o trabalho de milhões de profissionais, o engajamento das famílias e a participação de toda a sociedade em torno do direito de aprender de todas as crianças e jovens.
 
NÃO!
Reduzir a liberdade é proposta elitista
Artigo de Dalila Andrade Oliveira, presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd) e professora da UFMG.
      A liberdade de organização conferida aos sistemas de ensino por meio da legislação brasileira é conquista do final do século 20. O artigo 210 da Constituição de 1988 determina como dever do Estado fixar "conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar a formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais".
      Essa liberdade, em país tão diverso como o Brasil, está vinculada à existência de diretrizes que orientem a definição de conteúdos em conformidade à base nacional comum e diversificada do currículo, garantindo a necessária integração nacional.
      Como estabelece o artigo 26 da Lei das Diretrizes e Bases de 1996: "Os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela".
      As mudanças na legislação garantindo flexibilidade curricular permitem a adequação do projeto pedagógico de cada escola ao seu meio, objetivando a unidade na diversidade. Essa foi uma conquista de setores sociais que historicamente estiveram alijados do direito à educação pública neste país.
      Nas últimas décadas emergiram políticas voltadas à promoção da educação para os afrodescendentes, indígenas, pessoas com deficiência, população do campo e em condições de pobreza. Compreendeu-se que não bastava garantir acesso à escola se a educação não correspondia a seu universo sociocultural. É com a liberdade de cada escola elaborar seu projeto pedagógico, acolhendo os sujeitos que dela participam, que a educação vai se tornando ato de liberdade e instrumento da democracia. Essa é uma orientação que tem possibilitado ao sistema educacional brasileiro ser mais inclusivo e justo com os que mais necessitam da escola pública.
      Contudo, há vozes discordantes na sociedade que defendem o velho elitismo republicano da escola pública do início do século 20. Essas vozes têm defendido o currículo nacional único sob o pretexto de que todas as crianças devem ser alfabetizadas na idade certa e que para tanto é necessário definir conteúdos padronizados para ser ensinados de norte a sul do país e que devem ser exaustivamente avaliados.
      Trata-se de um argumento que ignora a complexidade do processo educacional. A transmissão de conteúdos, muitas vezes estranhos ao contexto dos alunos, não é suficiente para garantir o bom desempenho educacional. Outros fatores sociais interferem na aprendizagem e a escola não é, nem pode ser, impermeável a eles.
      A padronização curricular foi, durante séculos, responsável pela expulsão de importantes segmentos sociais da escola. O critério de justiça que orienta os sistemas escolares, apesar de repousar no ideal de igualdade de oportunidades, promove injustiça ao tratar o diferente como igual, pode torná-lo também desigual. Não se pode negar as diferenças sociais, econômicas e culturais entre os indivíduos.
      A retomada da defesa do currículo único na atualidade no Brasil se deve a setores que concebem a educação somente como fator de produção, a serviço de um modelo de desenvolvimento que ignora dimensões indispensáveis à felicidade humana.
      Quantos são os distúrbios em sociedades que levaram a risca tal concepção? A experiência parece não bastar e a pesquisa acadêmica pouco é solicitada a contribuir nas políticas públicas a serviço do bem comum. É necessário debater a concepção de educação que interesse à sociedade brasileira no seu conjunto, capaz de mobilizar forças sociais e as potencialidades deste país.

domingo, 16 de setembro de 2012

Carta do Presidente da SBQ ao ministro da educação, Aloisio Mercadante

São Paulo, 14 de setembro de 2012.

Excelentíssimo Senhor
Ministro de Estado da Educação
Dr. Aloizio Mercadante
Esplanada dos Ministérios, Bloco L - Ed. Sede e Anexos,
70.047-900 - Brasília / DF

Senhor Ministro,

A proposta de reforma do currículo do ensino médio no País, noticiada recentemente pelo MEC, e que até início de 2013 deverá ser enviada ao Conselho Nacional de Educação (CNE) é decisão muito importante e que, por isso mesmo, deve ser conduzida com base em sólidos estudos. Modificações radicais que envolvam a carreira de milhões de alunos e professores devem ser refletidas e bem discutidas com a sociedade. Nesse sentido, entendemos, a priori, que a simples redução do número de disciplinas com a integração das disciplinas de ciências Física, Química e Biologia numa única disciplina de Ciências Naturais é um retrocesso histórico.

Sabe-se que os atuais avanços científicos e tecnológicos, alcançados no Brasil e no mundo, são oriundos de trabalhos interdisciplinares que envolvem as áreas das ciências Física, Química e Biologia como áreas autônomas e profissionais com formação específica em cada área.

Concordamos plenamente que os alunos do ensino médio precisam ser mais bem preparados nessas disciplinas para que, quando chegarem ao ensino superior, possam se tornar melhores profissionais. Para isso é preciso que todas as escolas brasileiras tenham salas confortáveis, número de alunos apropriado à estrutura escolar, acesso à Internet, laboratórios adequados em que se possa ministrar aulas experimentais planejadas e interdisciplinares, seguindo experimentos bem desenhados. É preciso, também – e principalmente – que os professores sejam bem remunerados e, quando possível, com dedicação exclusiva, fazendo da docência uma carreira que atraia muitos e bons profissionais.

Diante do exposto, a Sociedade Brasileira de Química (SBQ) por meio deste documento, manifesta sua preocupação com a proposta de fusão das disciplinas Química, Física e Biologia no nível médio de ensino, pelas razões elencadas abaixo:

    1- até o momento não consta que exista qualquer estudo profundo sobre este tema que justifique tal mudança radical, e não é consenso na comunidade docente que a fragmentação do currículo prejudica a aprendizagem;

    2- a redução do número de disciplinas, ao invés de integrar seus conteúdos, vai diluí-los e torná-los superficiais e generalistas;
    3- a carência de licenciados nas áreas técnicas de Química, Física e Biologia no nível médio de ensino não pode ser a força motriz oculta dessa proposta;

    4- o argumento de que a rede estadual de Pernambuco já adota modelo semelhante ao pretendido pelo MEC não justifica a cópia desse modelo para o país sem se ter resultados conclusivos e positivos que demonstrem que esta fórmula é muito melhor do que a existente;

    5- a cooptação de escolas para aderirem ao projeto do MEC dos quatro grandes eixos norteadores do Enem com repasse adicionais de recursos é injusta e quebra os princípios da isonomia do ensino.



Além das razões expostas, outros questionamentos não podem ser esquecidos. Que profissional as universidades formarão para atender à disciplina de Ciências Naturais? Quanto tempo os cursos superiores levarão para se adaptar a esse novo modelo e colocar no mercado profissionais adequadamente formados? No curto prazo, quais as consequências práticas de um professor especializado em apenas uma das áreas "tentar" ensinar as demais?

A SBQ já vem discutindo, há cerca de dez anos, a questão da melhoria do ensino superior, em especial no que concerne às licenciaturas, haja vista seu desdobramento e consequências na formação de estudantes de nível médio. Estudos foram realizados e propostas foram apontadas. Sugere-se, por exemplo, a leitura do artigo - Recursos Humanos para Novos Cenários - (Quim. Nova, Vol. 32, No. 3, 567-570, 2009).

Vale ressaltar que, pelo seu caráter central, o conceito formal da Química, como disciplina, vem sendo ressignificado; seu conteúdo não mais é estudado isoladamente, mas como parte importante, subjacente e indispensável a outras matérias, temas ou disciplinas. O conhecimento, cada vez mais multifacetado, pressupõe um diálogo entre as várias áreas, ficando a Química, dada a sua natureza de processo fundamental, implícita aos conteúdos das demais matérias. Entretanto, a aplicação deste conceito de forma ampla requer estudos e testes em "escala-piloto".

No momento a SBQ, apreensiva com a possibilidade de uma mudança radical do sistema de ensino de ciências, sem a necessária fundamentação, solicita ao MEC que divulgue os estudos realizados nesta direção, a lógica da mudança, a metodologia que será utilizada, os prazos, etc. Ao mesmo tempo, propõe-se a colaborar, participando, com outras Sociedades representativas das áreas de Física, Biologia, de discussões sobre a possibilidade (ou não) de efetuar a divulgada fusão e como fazê-la. Acreditamos que não basta uma boa ideia; é preciso ter uma boa metodologia que suporte a implantação e o sucesso desta ideia.


Vitor Francisco Ferreira
Presidente da SBQ
 

Atividade Experimental Sobre Densidade na EEFM elza Goersch

No dia 14/09/2012, os pibidianos Camila Albuquerque e Alex Ximenes acompanharam os alunos do 1o. ano do EM no desenvolvimento da atividade sobre o densidade realizada no Laboratório de Química da EEFM Elza Goersch: