terça-feira, 2 de julho de 2013

Licenciaturas estão entre os cursos menos procurados


JC e-mail 4757, de 28 de Junho de 2013.  
10. Vestibular: licenciaturas estão entre os cursos menos procurados


Com salários baixos e condições de trabalho muitas vezes precárias, são poucos os jovens que se interessam pela carreira de professor, informa reportagem do Portal Terra
Com salários baixos e condições de trabalho muitas vezes precárias, são poucos os jovens que se interessam pela carreira de professor. Os números dos vestibulares de grandes universidades do Brasil comprovam o desinteresse: os cursos de pedagogia e licenciaturas estão entre os menos procurados nas instituições de ensino superior brasileiras.
Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), 466 pessoas se inscreveram para o curso de pedagogia no vestibular de 2013. Cursos mais tradicionais, como arquitetura e jornalismo, foram procurados por 1.706 e 916 estudantes, respectivamente. O desinteresse entre as licenciaturas é mais explícito: química teve apenas 62 candidatos, e física, 148. As licenciaturas em teatro e artes visuais são os cursos menos procurados na federal gaúcha: foram 49 e 55 inscritos, respectivamente. Na soma, as licenciaturas e pedagogia têm 23,43% do número de inscritos para o curso mais procurado na UFRGS, medicina, e correspondem a 4,05% do total de candidatos do vestibular.
Em outras universidades com conceito máximo no Índice Geral de Cursos - baseado na média ponderada das notas das graduações e pós-graduações de cada instituição -, a procura também é baixa: na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), pedagogia e licenciatura representaram 4,23% da procura por cursos no vestibular de 2013. Na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), corresponderam a 11% dos inscritos. Em instituições privadas, o cenário se repete: na PUC Rio, pedagogia teve 51 inscritos em 2013; as demais licenciaturas somaram 311 candidatos. Juntas, representam 3,12% dos inscritos no vestibular. A PUC de São Paulo divulga apenas a procura pelos cursos nos quais a relação candidato por vaga é superior a dois. No vestibular de inverno de 2012, houve 34 inscritos para 10 vagas ofertadas em pedagogia. Já na seleção de 2013, nenhuma licenciatura aparece na lista.
Para a coordenadora do curso de pedagogia da UFRGS, Tânia Marques, o grande motivo que afasta os jovens da carreira de professor é a remuneração. O piso nacional para uma jornada de 40 horas dos profissionais da educação é de R$ 1.567. No entanto, em 10 Estados o mínimo não é respeitado. "Os estudantes acabam buscando, no magistério, realização profissional, pois veem que o trabalho que exercem faz diferença. Mas, por mais que seja importante ter prazer no que se faz, é necessária uma valorização maior do profissional, até para atrair as pessoas", afirma Tânia.
Na opinião da coordenadora do curso de pedagogia da UFSC, Maria Sylvia Carneiro, falta vontade política para melhorar as condições de trabalho dos docentes. "Isso envolve salários, plano de carreira, formação adequada e manutenção da estrutura física", diz. Outra problemática, alerta, está no mercado de trabalho: "Há muita rotatividade em função das condições de trabalho. Nas redes públicas de ensino, lamentamos que não se aumente o número de vagas para professores efetivos, que podem construir sua carreira de uma forma digna. Ainda temos muitas vagas para professores substitutos, que enfrentam condições muito adversas, com contratos precários e sem garantia de continuidade". Para a professora, o contexto é reflexo da falta de planejamento a longo prazo para a educação. "Pense no investimento em formação continuada, no desenvolvimento de projetos pedagógicos. Em um ano, é um grupo de professores, no outro, não há garantia de que o grupo se mantenha", critica Maria.

Amor à profissão
O quadro, pouco animador no Brasil, se repete em outras partes do mundo. Uma lista da revista norte-americana Forbes de março deste ano colocou a profissão de professor como a quinta mais infeliz. Frente a isso, resta aos estudantes o amor à profissão. Tânia relata que seus alunos na UFRGS não estão ali por falta de opção, mas sim porque buscam realização profissional, acima do retorno financeiro. Maria vê, na UFSC, um desejo de transformação: "Eles desejam atuar de forma diferente daquela que vivenciaram em sua trajetória escolar", relata.
Germana Nery Machado, estudante de história na PUCRS, em Porto Alegre, conta que a vontade de cursar uma licenciatura surgiu da admiração que sempre teve por seus professores. "Quero fazer algo parecido, eles influenciaram minha visão de vida", diz. Para ela, a falta de compensação financeira não assusta. "Por falta de interesse de outros, não parece difícil entrar no mercado de trabalho", analisa, e completa: "Passar fome eu não vou". Sobre a baixa procura pelos cursos, ela comenta que, por mais que no início das aulas as turmas não estejam completas, com as chamadas adicionais todas as vagas são preenchidas.
Gabriella Amaro, que já cursou magistério e hoje frequenta aulas de história na PUCRS, também não se deixa abalar pela falta de retorno financeiro na carreira escolhida. "Temos que tentar fazer a diferença. A questão do dinheiro assusta um pouco, mas não pode prevalecer", resume. Ela já estagiou em três escolas, e considera o acesso ao mercado de trabalho fácil, já que há alta rotatividade. Eduardo Hass, colega de história na PUCRS, leva a parte da responsabilidade para o professor. Para o universitário, também deve partir do docente a iniciativa para fazer a diferença na educação. "Tem professor que ganha um salário muito alto para sua atuação em sala de aula", declara.
Eduardo, assim como Germana, Gabriella e outros mais, encontraram na carreira de professor um meio de fazer diferença no mundo.

(Portal Terra)

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Professor do ensino médio terá bolsa para melhorar desempenho




         Meta do MEC é corrigir falhas de formação, com foco em métodos de aula e em novo currículo, reporta a Folha

         Professores do ensino médio da rede pública receberão uma bolsa do Ministério da Educação para participar de curso de aprimoramento.

A medida faz parte de uma série de ações em estudo pela pasta, em parceria com o CONSED (Conselho de Secretários Estaduais de Educação), para melhorar a qualidade dessa etapa da educação.

         O objetivo é corrigir eventuais deficiências da graduação do docente, com foco nos métodos usados em sala de aula e no novo currículo escolar, multidisciplinar, a exemplo da prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

         A bolsa pode ter início ainda no segundo semestre, mas ainda não há orçamento definido. A medida segue projeto já adotado pelo MEC para os professores alfabetizadores.

         Esses docentes vêm recebendo desde 2012 auxílio de R$ 200 para participar de curso de formação de dois anos.

         "Vamos trabalhar em princípio com todas as matérias, mas nosso maior desafio hoje é matemática, física e química. É onde não temos professores formados nessas áreas e onde estão as maiores deficiências", afirmou o ministro Aloizio Mercadante.



LARGA ESCALA

         Priscila Cruz, diretora-executiva da ONG Todos pela Educação, elogia a iniciativa, mas pondera que o universo de professores pode, na prática, dificultar bons resultados.

         Pelos dados oficiais, o país tinha no ano passado 418.665 docentes do ensino médio na rede pública (um pode aparecer mais de uma vez caso atue em mais de um Estado).

         "É uma formação em larguíssima escala, no Brasil inteiro, e o desafio está mais na implementação do que na concepção. Quem é que vai ser o formador desse professor? Temos profissionais suficientes com conhecimento específico, por exemplo, sobre didática [para aulas] de matemática?"

         As ações para a reformulação do ensino médio devem ser apresentadas pelo MEC na próxima semana.

         Na visão do CONSED, o curso de aprimoramento deve respeitar as diferenças regionais dos professores.

         "Dificilmente será possível estabelecer um curso de formação único. Os conteúdos deverão ser diversificados para cada tipo de professor", diz Eduardo Deschamps, secretário de Educação de SC.

         Para o conselho, existe uma "necessidade urgente" de rever o conteúdo da graduação desses professores, apontado como muito teórico e "dissociado do cotidiano da escola".

(Flávia Foreque/Folha de S.Paulo)

domingo, 19 de maio de 2013

II Ciclo de Seminários dos Pibidianos da Química/2009

    

23 de Maio de 2013 (Quinta-feira)
 1) Inovação na Área de Educação Química

 Maria Andreza de Lima Sales (Pibidiana do 6º Período)
       Horário: 16:00 às 16:30
2) Elaboração e Construção de um Blog de Apoio a uma Disciplina de Prática do Ensino de Química

Marcílio Bezerra da Silva (Pibidiano do 5º Período)
       Horário: 16:30 às 17:00


 Local: Sala 27 do Bloco da Química (Campus da CIDAO)
 Apoio: Capela da Ciência

sábado, 20 de abril de 2013

II Ciclo de Seminários dos Pibidianos da Química/2009



     
    
II Ciclo de Seminários dos Pibidianos da Química/2009

16 de Maio de 2013 (Sexta-feira)

 

1) A Química Disciplinar em Ciências do 9º Ano.

       Alex Tenório Ximenes (Pibidiano do 7º Período)

       Horário: 16:00 às 16:30

 

2) A Pesquisa no Ensino de Química e a Importância da Química Nova na Escola.

       Jéssica da Frota Nogueira (Pibidiana do 8º Período)

       Horário: 16:30 às 17:00

Local: Sala 27 do Bloco da Química (Campus da CIDAO)

 

Apoio: Capela da Ciência

sexta-feira, 19 de abril de 2013

II CICLO DE SEMINÁRIOS DOS PIBIDIANOS DA QUÍMICA/2009


19 de Abril de 2013 (Sexta-feira)
 
Experimentação no Ensino de Química: Caminhos e Descaminhos Rumo à Aprendizagem Significativa.

 
Felipe Dias de Araújo (Pibidiano do 6º Período)

 
Horário: 19:00 às 19:40

Local: Sala 27 do Bloco da Química (Campus da CIDAO)

quinta-feira, 18 de abril de 2013

MEC diz que vai devolver autonomia a universidades

O MEC (Ministério da Educação) informou ontem que o Executivo chegou a um entendimento de que é necessário alterar a lei para permitir que as instituições possam exigir nos concursos os títulos de mestre ou de doutor.
Segundo a pasta, a lei hoje vigente para os professores seguiu a lógica das demais carreiras do serviço público federal, em que um novo servidor deve começar no primeiro nível da carreira.
Assim, foi desconsiderado que os docentes das universidades têm titulações muito diferentes e que a seleção deve refletir essa situação.
 "Lei para carreiras são complexas e devem ser sempre aperfeiçoadas. Por isso, faremos a alteração para que a lógica volte a ser como era", disse o secretário de Ensino Superior do Ministério da Educação, Paulo Speller.
Para atender as universidades, o governo vai alterar o patamar em que o novo professor entra na instituição.
A lei vigente prevê que ele deve sempre ingressar no nível mais baixo, o de auxiliar de ensino, tradicionalmente ocupado por docentes que possuem só graduação.

A alteração a ser feita permitirá que a universidade escolha o posto hierárquico que o candidato poderá ingressar.

Assim, se ela quiser que entrem mestres, o concurso será para o segundo patamar (assistente). Se quiser doutores, a seleção será para o terceiro (adjunto).

O formato com que a mudança será implementada ainda não está definido, segundo Speller. Caberá ao Ministério do Planejamento definir se haverá medida provisória (alteração imediata) ou um projeto de lei (que exige tramitação no Congresso).
Os concursos em andamento, afirma Speller, serão automaticamente alterados para o novo formato.
"Se tivéssemos sido ouvidos, esse ponto não passaria dessa forma", afirmou o secretário executivo da Andifes (entidade representante dos reitores), Gustavo Balduino.
Segundo ele, a associação quis participar do debate da lei do magistério superior, mas não foi atendida.
O representante do MEC afirma que houve ampla discussão sobre o tema, mas que não recebeu manifestação oficial da Andifes.
A SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) afirmou que sugeriu que a questão do concurso fosse alterada pelo Legislativo, mas não foi ouvida.
O Congresso aprovou a lei quase sem alterações. A presidente Dilma Rousseff a sancionou em dezembro. A lei previa que a mudança nos concursos entraria em vigor em março.
Fonte: Folha de S. Paulo

sábado, 13 de abril de 2013

MEC vai lançar programa para incentivar formação de professores na área de exatas


       MEC vai lançar programa para incentivar formação de professores na área de exatas

A proposta vai incluir várias estratégias para alcançar o objetivo de formar mais professores para o ensino das ciências exatas.
Preocupado com a baixa procura por cursos superiores de licenciatura em física, química, matemática e biologia, o Ministério da Educação (MEC) elabora um programa para, desde o ensino médio, atrair para essas áreas os estudantes que querem ser professores. A proposta, ainda em construção, prevê parceria com universidades e também a oferta de bolsas de auxílio, disse ontem (10) o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.
"É preciso estimular a vocação de professor. Temos o problema salarial, de carreira, mas há também o problema de despertar o interesse pela educação desde cedo e valorizar quem tem esse interesse. Precisamos estimular as ciências exatas, a demanda por ensino superior nessas áreas é muito baixa", disse o ministro, ao participar de audiência na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.
De acordo com Mercadante, a proposta vai incluir várias estratégias para alcançar o objetivo de formar mais professores para o ensino das ciências exatas. "Vamos fazer um programa para estimular desde o ensino médio, com bolsa, com parceria com as universidades, com laboratório, com cientista para dar palestras".
O ministro citou como exemplo da falta de interesse dos estudantes pelo magistério na área de exatas a baixa a procura por esses cursos na última edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), por meio do qual instituições públicas de educação superior oferecem vagas a participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Dados do relatório Escassez de Professores no Ensino Médio: Soluções Estruturais e Emergenciais, do Conselho Nacional de Educação (CNE), de 2007, apontam que as áreas mais carentes de professores eram as de física e química, seguidas das de matemática e biologia.
Mercadante adiantou ainda que o ministério estuda lançar um grande edital de cultura nas escolas públicas e também a criação de uma universidade das artes para aulas de música, cinema, teatro, dança e poesia. Essas ações deverão ser feitas em parceria com o Ministério da Cultura.
Fonte:
(Yara Aquino / Agência Brasil, com adaptações)
JC e-mail 4703, de 11 de Abril de 2013.